terça-feira, 23 de junho de 2009

Escolha

O incrível dom de ofender.
Palavras são ditas diariamente, a todo instante. Por vezes palavras duras, fortes, também palavras carinhosas que acalmam... Alguns quando acoados sabem usar perfeitamente as palavras, para defesa e especialmente para ataque. Necessidade de ofender, de jogar no outro as próprias faltas, os próprios erros. Desde sempre é mais fácil e confortável passar a culpa para o outro, é óbvio!
Por que estar em determinado lugar e com determinada pessoa? Somente porque a outra pessoa quer, não, isso não. O peso da escolha é algo imensurável, depois de feita surge a culpa ou a satisfação, a alegria. Mas, naturalmente a culpa faz um papel muito mais marcante. Ainda se essa culpa de escolha errada fizesse com que pudesse rever as atitudes, a escolha, mas não... somente se repete na mente. Faz com que sinta um erro cometido, a escolha feita, não há como voltar.
Ter que escolher entre 3 caminhos. Tem quem pense: "Que sorte, você tem 3 opções."; sorte? A dúvida é sorte? Não creio que seja! Escolher um implica em não escolher as outras duas opções, implica em desapontar outras pessoas e até, quem sabe a si mesmo. Assim então, seria certo estar como está? Então a vida passa e aquelas escolhas de anos atrás, são apenas lembranças, apenas coisas que poderiam ter sido vividas, apenas uma lembrança imaginária de um passado que poderia ter sido.
Mas, como encarar, depois de tanto tempo a escolha feita, de ser coadjuvante na vida? De não escolher! Será tão pior escolher e errar e tentar ajeitar as coisas e escolher novamente, magoando certamente outras pessoas do que deixar de escolher? Mais uma pergunta sem resposta definida, não há certo e errado, há somente a escolha a ser feita. Já não são mais 3 opções, são 4! Estagnação também é uma opção!
Optando por não agir, há o uso até desnecessário das palavras em direção ao outro, para ofende-lo, para culpa-lo pela falta de atitude. Cada opção que existe tem sua importância, cada opção fará com que viva coisas totalmente diferentes. A falta de certeza, a dúvida, enfim, do amanhã é algo que tortura. Seria fácil poder ver o que aconteceria diante de cada escolha, poderia ser assim, mas então que graça viver? Que sentido teria a vida? Será que tudo seria mesmo sem graça? Ou todos fariam as escolhas certas e viveriam felizes.
Num mundo que exige tanta agilidade, tanto dinamismo, não escolher é simplesmente não ser, não existir e então não usar as palavras ofensivamente.
Hoje não escolho, hoje escolho não existir e quem sabe, só hoje. Consequentemente e dessa vez não farei uso das palavras ofensivamente.

Um comentário:

  1. facas orientais afiadas...maldito mundo moderno...não dizer não significa não existir, pois pensas...e as facas estão lá fazendo seus recortes em nosso ser...
    te amo, mana.

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